[:pt]Responsabilidade e vulnerabilidade – compartilhar vídeos[:]

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A opção de compartilhamento em redes sociais como Facebook e WhatsApp é uma “mão na roda” para pessoas que gostam de dividir momentos com amigos e familiares. Inicialmente, ao contrário do Facebook, o compartilhamento do WhatsApp acontecia individualmente. O que não impedia desse material circular, porém era algo mais demorado e “trabalhoso”. Agora, com a possibilidade de se montar grupos, uma foto, por exemplo, pode estar na mão de dezenas de pessoas em questão de segundos. Uma mãe orgulhosa pode compartilhar o vídeo dos primeiros passos do seu filho no grupo, com membros de sua família, pouco tempo depois da ação do bebê. Contudo, é possível também que um vídeo de conteúdo nocivo seja divulgado em grupos que possuem adolescentes e até mesmo crianças, sem nenhuma censura. É o que acontece muitas vezes com vídeos das práticas das brincadeiras de não-oxigenação.

 

Alguns grupos são compostos apenas por adolescentes, como de uma turma da escola ou do condomínio onde vivem. Outros podem conter tanto adolescentes como adultos, podendo ser grupos de família ou até mesmo grupos que tenham como objetivo conversar sobre um interesse em comum, sendo um artista, filmes, livros, entre outros temas. Os membros desses últimos citados muitas vezes ficam sabendo da existência dos grupos graças à divulgações em outras redes sociais, como o Facebook. Postam seus números de telefone e, após isso, são inseridos. O perigo desses grupos é que geralmente não existe nenhum requisito para fazer parte: se há interesse, publica o número do telefone e minutos depois já pode ser membro.

 

Mas qual é o problema então desses grupos se tem como tema assuntos tão inofensivos como filmes, livros e artistas? O problema é que muitas vezes o grupo perde o foco. Começa com uma foto de “bom dia” aqui, um áudio engraçado ali, um vídeo que está fazendo sucesso na internet acolá. Com isso, a probabilidade de vídeos com conteúdos de crianças e adolescentes praticando brincadeiras de não-oxigenação serem compartilhados e ficarem disponíveis nos smartphones desses membros é enorme. A facilidade de acesso dos jovens a esses vídeos proporciona curiosidade e interesse na atividade, levando, assim, à prática.

 

É essencial que adultos que fazem parte desses grupos ou que tenha acesso a esses vídeos de alguma forma, denunciem e alertem do quão perigoso é o compartilhamento dos vídeos onde há explícita a atividade, influenciando outras crianças e adolescentes e, consequentemente, pondo vidas em risco.

 
 
Ana Beatriz Medeiros
 
Texto por: Ana Beatriz Medeiros
Colaboradora voluntária e estudante da Fanor.

 

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