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[:pt]Desvendando a Lei Geral de Proteção de Dados[:]

[:pt] Tudo o que você precisa saber sobre a LGPD   Em 2018, foi sancionada a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece, entre outras coisas, regras especiais e específicas para o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, contempladas em seu artigo 14.   O que são dados pessoais? Dados pessoais, conforme definição dada pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), são informações relacionadas a pessoa identificada ou identificável. São exemplos de dados pessoais tanto informações mais tradicionais, como nome, RG, endereço, quanto aquelas relacionadas ao uso de novas tecnologias e ao comportamento de uma pessoa em plataformas digitais (suas curtidas, compartilhamentos, gostos, compras online etc.).   Ou seja, não apenas informações diretamente relacionadas a uma pessoa entram nesta classificação, mas também informações que, somadas a outras, possam levar à identificação de um indivíduo. Informações de histórico de navegação, por exemplo, podem ser consideradas dados pessoais, se, somadas a outras informações em posse do controlador dos dados (a quem compete a decisão acerca do tratamento dessas informações), permitam a identificação do titular.   O que é tratamento de dados pessoais? O tratamento de dados pessoais é toda operação que se utilize dessas informações como matéria-prima, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.   Por que crianças precisam de proteção especial em uma lei geral de dados pessoais? Criança não é um mini adulto, mas uma pessoa em condição peculiar de desenvolvimento. Por isso, crianças e adolescentes podem estar menos cientes dos riscos e consequências do tratamento de seus dados pessoais, bem como de seus direitos relacionados. Esta situação é ainda mais relevante diante da característica da atividade de tratamento de dados, invisível aos olhos, abstrata e, ainda assim, com alto grau de complexidade, dificultando sua observação e entendimento, especialmente para crianças.   Assim, é fundamental que uma lei geral de proteção de dados pessoais traga parâmetros mínimos para a regulação desta questão, em consonância com o dever constitucional de prioridade absoluta das crianças nas políticas e normas legais e assegurando-lhes o respeito ao seu melhor interesse, em espaços online e offline.   A quem se aplica a Lei Geral de Proteção de Dados? A lei se aplica a empresas, poder público, direto ou indireto, e a pessoas físicas que tomem decisões referentes ao tratamento de dados pessoais.   O que diz a Lei Geral de Proteção de Dados sobre o tratamento das informações de crianças e adolescentes? A LGPD estabelece, no artigo 14, o melhor interesse de crianças e adolescentes como base legal exclusiva para a autorização do tratamento de dados dessas pessoas, colocando-as a salvo de toda forma de violação de direitos ou exploração. Isso significa que a proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes deve prevalecer em relação a qualquer outro interesse – inclusive interesses comerciais – e que a coleta e tratamento de seus dados pessoais deve, necessariamente, se dar em prol de seu benefício. Consequentemente, ainda, o tratamento desses dados pessoais para fins ilegais ou prejudiciais – como é o direcionamento de publicidade às crianças – fica vetado.   Quando é autorizado o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes? Em primeiro lugar, é importante reforçar que o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes somente pode ocorrer em seu melhor interesse. Além de seu melhor interesse, no caso de dados pessoais de crianças e adolescentes de até 16 anos (em razão de sua incapacidade para os atos da vida civil, artigo 3º do Código Civil), é exigido o consentimento prévio ao tratamento de dados, dado por pelo menos um de seus pais ou por seu responsável legal. No caso do adolescente entre 16 e 18 anos, o consentimento poderá ser dado pela mãe, pai ou responsável legal, em conjunto com o do adolescente. Diferentemente do consentimento em outros casos, estas manifestações devem ser específicas para cada caso, solicitadas em destaque, além de livres, informadas e inequívocas.   Há exceções às regras de consentimento de responsável legal para o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes? Via de regra, a coleta e uso dos dados pessoais de crianças e adolescentes não pode ocorrer sem o prévio consentimento parental. A Lei Geral de Proteção de Dados, porém, estabelece algumas exceções. A primeira é, justamente, se aquele tratamento tiver o exclusivo intuito de contatar os pais ou o responsável legal da criança ou adolescente ou protegê-lo. Neste caso, os dados somente poderão ser utilizados uma única vez (ou seja, não poderão ser armazenados) e não poderão ser compartilhados com terceiros.   Ainda, de uma interpretação sistemática do que diz a LGPD, é possível considerar também que os dados de crianças e adolescentes podem ser tratados, sem consentimento parental prévio, nos mesmos casos que a lei autoriza o tratamento de dados pessoais sensíveis (que são dados pessoais cuja proteção é considerada ainda mais importante pela lei). São esses o cumprimento de obrigação legal, o tratamento necessário para execução de políticas públicas previstas em lei, o tratamento para fins de pesquisa (garantida a segurança e anonimização desses dados), o exercício regular de direitos, a proteção da vida ou da integridade física do titular ou de terceiros, a tutela da saúde ou a prevenção à fraude. É importante destacar que o legítimo interesse do controlador não é uma justificativa legal para o tratamento de dados de crianças e adolescentes.   Mais uma vez, também, é importante lembrar: ainda que essas hipóteses possam ser consideradas bases legais para o tratamento de dados de crianças e adolescentes, se a operação não se der em prol do melhor interesse daquela criança ou adolescente, não poderá acontecer.   Como proceder em caso de necessidade de coleta de dados pessoais de crianças e adolescentes? O controlador dos dados deve realizar todos os esforços razoáveis para verificar que o consentimento foi dado pelo responsável pela criança ou adolescente, considerando as tecnologias disponíveis. O órgão competente deve regulamentar as

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[:pt]Brasil x Itália: regulações de proteção da criança e do adolescente no uso da internet[:]

[:pt]Mortes e acidentes por brincadeiras perigosas não são uma exclusividade do Brasil, mas como as autoridades de cada país lidam com isso, pode ter uma diferença absurda.   Em janeiro deste ano, uma criança italiana de 10 anos veio a óbito após replicar um desafio de asfixia disseminado via Tiktok. O Governo do País imediatamente bloqueou o uso do TikTok até 15 de fevereiro para os usuários que não confirmarem a idade. Isso aconteceu porque, segundo a lei italiana, menores de 13 anos não podem ter acesso ao aplicativo e a partir dos 14 anos devem ter o consentimento dos pais.   No Brasil, temos um total de 45 casos de crianças e adolescentes vítimas das brincadeiras perigosas disseminadas na internet, sendo 18 acidentes com sequelas e 25 vítimas fatais, segundo um levantamento informal feito pelo IDC de 2014 a 2020. Alguns casos tiveram ampla repercussão midiática, como o caso da pequena Adrielly Gonçalves, 7 anos, que perdeu a vida após imitar um outro desafio do Youtube em 2018.   Infelizmente, no caso do Brasil, não tomamos conhecimento se alguém foi responsabilizado, se a plataforma de vídeo sofreu algum bloqueio, se foi exigida alguma providência ou alteração nas políticas de privacidade, idade e/ou conteúdo.   Em dezembro, o Instituto Dimicuida teve causa ganha num processo para a retirada de vídeos de desafios perigosos do YouTube. Mas numa busca rápida nas duas plataformas de vídeo citadas nesse texto, você encontrará incontáveis vídeos dos mesmo desafios que vitimaram essas crianças e muitos outros tão letais quanto. Pelas nossas leis de regulação, o juiz tem que assistir a cada URL enviada para retirada e decidir se deve ou não proceder. Esse tempo não permite que os canais que constantemente lucram com desafios perigosos sintam-se responsáveis pelos possíveis incitamentos a comportamento de risco.   Pode-se chegar aos seguintes questionamentos: as leis estabelecidas pelo ECA estão sendo cumpridas na internet? O marco civil da internet estabelece leis realmente efetivas nesses casos ou alguns pontos ainda precisam ser revistos? As plataformas de vídeo têm políticas de privacidade e idade realmente efetivas? Alguma medida está sendo pensada como forma de prevenir outros acidentes no Brasil? Onde estão as políticas públicas de proteção às crianças e adolescentes na internet?   O que se tem conhecimento é que, diariamente, vídeos com conteúdo perigoso são lançados nas redes e alcançam milhares e milhares de visualizações, vários são monetizados e crianças e adolescentes estão recebendo e consumindo esse tipo de conteúdo, algumas delas estão replicando, outras estão se acidentando e, lamentavelmente, só tomamos conhecimento das fatalidades quando chegam a grande mídia.   Não há restrição expressa no Marco Civil da Internet, apesar de muitas empresas estipularem a idade mínima de 13 anos para que alguém abra uma conta. Registre-se que não se deve negar às crianças o acesso à tecnologia, visto que as mesmas pertencem à geração dos “nativos digitais” e excluí-las representaria uma desvantagem em seu desenvolvimento.   Por isso, é essencial que as crianças e adolescentes utilizem os serviços da Internet com uma adequada supervisão dos pais e cuidadores, usando ferramentas de segurança e educando para o uso positivo para se navegar com segurança.[:]

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[:pt]Como adolescentes podem proteger sua saúde mental durante a pandemia[:]

[:pt]Estratégias para adolescentes que enfrentam uma nova (temporária) realidade   O isolamento social que se tornou tão importante para controlar o surto de coronavírus está exigindo uma atenção com questões relacionadas à saúde mental de adolescentes. Com o fechamento das escolas e eventos cancelados, adolescentes perdem a oportunidade de participar de encontros presenciais, conversar com amigos, praticar esportes coletivos, assistir às aulas, entre outras atividades fundamentais para o seu desenvolvimento e bem-estar.   Se você é adolescente e está sentindo ansiedade, isolamento, decepção por causa das mudanças trazidas pela pandemia do coronavírus, saiba o seguinte: você não está só. Conversamos com a especialista brasileira Karen Scavacini, psicóloga fundadora do Instituto Vita Alere, que nos traz reflexões e sugestões sobre como atravessar este momento protegendo você mesmo(a) e ajudando a proteger os outros.   Também aproveitamos uma conversa da equipe do UNICEF em Nova Iorque com Lisa Damour, psicóloga especialista em adolescentes, autora de best-sellers e colunista mensal do New York Times, sobre o que você pode fazer para praticar o autocuidado e cuidar de sua saúde mental.     1. Reconheça que ter ansiedade é normal Se o fechamento da escola e as manchetes alarmantes fazem você sentir ansiedade, você não é a única pessoa a passar por isso. Isso é comum. A psicóloga Karen Scavacini lembra que “se a ansiedade estiver trazendo uma preocupação exagerada, impedindo você de fazer atividades ou dormir, vale pensar o que está contribuindo para tudo isso, como ficar vendo informações e notícias o tempo inteiro, excesso do uso da tecnologia ou se sentir incapaz perante a pandemia”. Às vezes, a ansiedade pode aparecer de jeitos diferentes, como trazer frustração, cansaço, raiva, excessos na alimentação ou falta de vontade de cuidar da gente mesmo. “Um pouco de preocupação e nervosismo são completamente normais, assim como sentir falta dos amigos, do/a namorado/a, da rotina e até da escola”. Para escapar desse clima que vai tomando conta de você, pense que essa é uma forma de proteção que cada um tem e que você vai conseguir passar por isso, pois é sua capacidade de ficar em casa que vai proteger você, as pessoas com quem convive e até vai contribuir para toda a sociedade controlar a pandemia do coronavírus.   Embora a ansiedade em torno da Covid-19 seja totalmente compreensível, verifique se você está usando “fontes confiáveis [como os sites do UNICEF e da Organização Mundial da Saúde] para obter dicas ou verificar qualquer informação que possa estar recebendo por canais menos confiáveis”, recomenda a psicóloga Lisa Damour.   Se você está preocupado(a) com os sintomas, é importante falar com sua família sobre isso. “Lembre-se de que as doenças causadas pela infecção do coronavírus geralmente são leves, especialmente para crianças e adultos jovens”, diz Damour. Também é importante lembrar que muitos dos sintomas da Covid-19 podem ser tratados. Ela recomenda que você conte a seus pais ou uma pessoa adulta de confiança se você não estiver se sentindo bem ou se estiver preocupado(a) com o vírus, para que possam ajudá-lo(a).   E lembre-se: “Há muitas coisas eficazes que podemos fazer para nos manter e manter as outras pessoas seguras e para ter um melhor controle de nossa situação: lavar as mãos com frequência, não tocar o rosto e nos distanciar socialmente”.     2. Tenha uma rotina Em tempos de isolamento social, uma boa dica é aprender o que fazer com o seu tempo e o seu humor, em alguns dias você estará mais tranquilo(a) e com vontade de fazer coisas e em outros dias, não. Respeite isso, mas não paralise. “Tente organizar a sua rotina. Fazer planejamentos diários e semanais e manter o estudo em dia são formas saudáveis de criar distrações, exercitar o corpo e a mente e fazer as tarefas que precisa”, sugere Scavacini.   Outra forma de preencher de forma saudável o tempo é incluir na sua rotina algum tipo de exercício físico, que, além de ajudar o seu corpo, vai gerar bem-estar para sua mente. E lembre-se, ao acordar, tire o pijama, coloque uma roupa confortável, se arrume, tome banho, coma, abra as janelas e se prepare para mais um dia. “Colabore com a arrumação do seu local de estudo e da sua casa e com o seu autocuidado”, recomenda Scavacini.     3. Crie distrações, seja criativo. “O que os psicólogos sabem é que, quando estamos em condições cronicamente difíceis, é muito útil dividir o problema em duas categorias: coisas sobre as quais posso fazer algo e coisas sobre as quais não posso fazer nada”, diz Damour.   Há muita coisa que se enquadra nessa segunda categoria no momento, e tudo bem, mas uma coisa que nos ajuda a lidar com isso é criar distrações para nós mesmos. Lisa Damour sugere fazer um trabalho da escola, assistir a um filme ou ler um romance como formas de buscar alívio e encontrar equilíbrio no dia a dia.     4. Encontre novas maneiras de se conectar com seus amigos     Se você deseja passar um tempo com amigas e amigos enquanto pratica o distanciamento social, a mídia social é uma ótima maneira de se conectar. Seja criativo(a): participe de um desafio do Tik-Tok como o #safehands. “Nunca subestimei a criatividade dos adolescentes”, diz Damour, “meu palpite é que encontrarão maneiras de se conectar uns com os outros online que serão diferentes das que faziam antes”.   “[Mas] não será uma boa ideia ter acesso irrestrito a tevês, jogos eletrônicos e mídias sociais. Isso não é saudável, não é inteligente, pode aumentar sua ansiedade”, diz Damour, recomendando que você estabeleça um horário para isso, negociando com as pessoas responsáveis por você em casa.   Manter a interação e a sociabilidade de forma remota, ajuda a nos conectar e manter os laços de antes, mas de um jeito diferente. “Além de seus amigos atuais, que tal pensar em pessoas que faz tempo que você pensa em falar, mas que nunca tem tempo? Pode ser a hora de retomar antigos laços de amizade

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[:pt]O que é o ‘desafio da rasteira’ e por que pânico dos pais pode aumentar risco para crianças[:]

[:pt]“Pessoal, vou utilizar o grupo agora para uma informação de utilidade pública. Fiquem atentos com as escolas onde seus filhos estudam pois está circulando uma brincadeira aberrante onde já houve crianças com fratura craniana e leva a graves sequelas ou a morte”, diz mensagem que se tornou viral, nos últimos dias, em grupos de WhatsApp de famílias e escolas. &nbsp Junto com a mensagem vem um (ou mais de um) vídeo mostrando três adolescentes, um ao lado do outro, fazendo o que é apontado como o mais recente “desafio” circulando entre jovens: quando o adolescente do meio dá um salto, os dois das pontas lhe passam uma rasteira, fazendo com que caiam de costas ou de cabeça no chão. &nbsp No entanto, como de costume em debates sobre “febres” da internet — como já ocorreu com a “momo” e com o chamado “desafio da baleia azul” —, os compartilhamentos sobre o “desafio da rasteira” misturam fatos (e riscos) reais com uma dose de desinformação e pânico. &nbsp A seguir, a BBC News Brasil destrincha o que há de concreto no caso, ouve especialistas sobre como conversar a respeito com os filhos e explica por que o pânico dos pais pode, sem querer, agravar o problema, em vez de mitigá-lo. &nbsp &nbsp O caso do colégio Santo Tomás Aquino &nbsp O vídeo que tem acompanhado a mensagem viral no WhatsApp mostra três estudantes falantes de língua espanhola usando uniformes de um colégio chamado Santo Tomás Aquino. &nbsp Pelo Twitter, o colégio (localizado no município de Chacao, na Venezuela) postou comunicado da prefeitura local no dia 7 de fevereiro, advertindo que, diante da “situação agressiva de muito risco” a que os alunos estão expostos pela brincadeira, foi acionado o conselho local de proteção infantil. &nbsp Segundo a ONG cearense DimiCuida, que monitora “jogos” perigosos que se disseminam online, o vídeo dos alunos do colégio Santo Tomás foi bastante compartilhado em países da América Central no final da semana e começou a circular no Brasil nos últimos dois dias. &nbsp &nbsp A tragédia de Mossoró &nbsp Também têm sido frequentes, nas redes sociais, compartilhamentos de alertas sobre o “desafio da rasteira” com prints de uma notícia sobre a morte de uma adolescente em Mossoró (RN). &nbsp Embora a notícia esteja sendo compartilhada como se fosse atual, trata-se de um caso trágico ocorrido em novembro de 2019. &nbsp O diretor da escola municipal Antonio Fagundes, José Altemar da Silva, explica à BBC News Brasil que a adolescente Emanuela, de 16 anos, estudante do 9º ano do ensino fundamental, participava de outro tipo de jogo ou desafio, que consistia em ser “girada” como uma “roleta humana”, nos braços entrelaçados de dois amigos, e tentar cair de pé. &nbsp A jovem, porém, caiu de cabeça no chão. “Socorri, levei ela para o hospital com a mãe, e a tomografia mostrou que ela teve um traumatismo craniano com sangramento”, explica Silva. “Ao sair da tomografia, ela desmaiou e teve uma parada cardíaca. Foi reanimada e passou por uma cirurgia. Ainda teve mais quatro dias viva. Mas sofreu outra hemorragia.” &nbsp Emanuela, que Silva descreve como “uma menina muito doce, muito educada”, morreu em 11 de novembro do ano passado, gerando uma grande comoção na escola e um sinal de alerta para os educadores. &nbsp “Eles (adolescentes) não tinham noção do perigo. Depois disso, eu soube que essa brincadeira de girar estavam ocorrendo em outras escolas da cidade, sem a gente ter conhecimento. Foi um choque muito grande”, prossegue o diretor. &nbsp A escola ficou três dias fechada, em luto, e os alunos passaram a ter acompanhamento psicológico, sobretudo os que estavam envolvidos no episódio, conta Silva. “Quando eles voltaram para as aulas, eles choravam muito. (…) Foi uma surpresa muito grande, uma grande infelicidade, em uma escola onde nunca havia acontecido nada assim, e onde todas as crianças são do mesmo bairro.” &nbsp A assistente social Sonia Feitosa, que prestou assistência aos alunos e às famílias, diz que o episódio foi um momento de “muita dor e muita solidariedade”, principalmente para as colegas de sala de Emanuela. “Eles não pensavam que poderia acontecer algo grave”, conta. &nbsp &nbsp Feitosa se emociona ao lembrar da família da adolescente. “Ela era estudiosa, fazia muitos planos para sua vida profissional. A mãe nos contou que ela tinha acabado de fazer aniversário, e eles iam fazer uma festinha para ela.” &nbsp Cada professor da rede municipal de Mossoró foi instruído, depois da tragédia, a conversar com os alunos sobre brincadeiras do tipo, conta a assistente. &nbsp &nbsp O perigo dos desafios na internet &nbsp O caso de Mossoró, embora não se trate especificamente do chamado “desafio da rasteira”, evidencia os perigos de comportamentos nocivos que ganham palco e audiência na internet. &nbsp Em 2018, por exemplo, a BBC News Brasil reportou o caso de uma menina de sete anos de São Bernardo do Campo (SP) que morreu depois de inalar desodorante aerosol, copiando o que havia visto em um vídeo na internet. &nbsp A própria ONG DimiCuida, de Fortaleza, foi criada em homenagem a um jovem de 16 anos que morreu praticando o “jogo do desmaio”. E, assim como estes, há também vídeos online com desafios da canela, da camisinha, da buzina etc. &nbsp A pesquisa TIC Kids Online, que ouviu, entre outubro de 2018 e março de 2019, 3 mil famílias brasileiras com filhos entre 9 e 17 anos a respeito de seus hábitos na internet, apontou que 16% das crianças entrevistadas disseram ter visto online formas de machucar a si mesmas; e 14% tiveram contato com conteúdo que mostrava como cometer suicídio. &nbsp Quase a metade viu alguém ser discriminado na internet nos 12 meses anteriores ao estudo. &nbsp Um agravante é que, na adolescência, ainda não foi plenamente desenvolvido o córtex pré-frontal, área do cérebro responsável por controlar a impulsividade e a avaliação de riscos de nossas ações. Ou seja, adolescentes são, fisiologicamente, mais suscetíveis a situações de risco. &nbsp &nbsp Por que pais não devem compartilhar

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[:pt]6 cuidados antes de presentear seu filho com um celular[:]

[:pt]Qual a idade ideal para dar um celular de presente aos filhos? Essa dúvida costuma pairar sobre pais de crianças e de pré-adolescentes, cada vez mais cedo conectados à internet e às redes sociais. &nbsp Em 2018, uma pesquisa brasileira que entrevistou mais de 2 mil pais apontou que quase todos os que tinham filhos entre 10 e 12 anos já ouviram pedidos das crianças por um smartphone próprio. E 72% delas já conseguiram ter um aparelho só seu. Até mesmo entre crianças de 4 a 6 anos, um quarto já tinha o próprio aparelho, apontava a pesquisa, chamada Panorama Mobile Time/Opinion Box. &nbsp Só que a metade dos pais entrevistados não estava satisfeita: achava que os filhos usavam mais o smartphone do que deveriam. &nbsp A questão não é trivial. Um estudo canadense publicado no início deste ano apontou que crianças pequenas que passam muito tempo usando celulares, tablets e outras telas podem ter atrasos no desenvolvimento de linguagem e sociabilidade. &nbsp Outra pesquisa, a TIC Kids Online, ouviu entre outubro de 2018 e março deste ano 3 mil famílias brasileiras com filhos entre 9 e 17 anos a respeito de seus hábitos na internet. Dois terços disseram usar a internet para fazer trabalhos escolares. &nbsp Mas 16% das crianças e jovens entrevistados disseram ter visto online formas de machucar a si mesmo; 14% tiveram contato com conteúdo que mostrava como cometer suicídio. Quase a metade viu alguém ser discriminado na internet nos últimos 12 meses. E 21% dos entrevistados disseram ter deixado de comer ou dormir por causa da internet. &nbsp Isso não significa, porém, que a criança precise ser afastada do universo virtual. A seguir, seis precauções para pais que estejam discutindo se é ou não hora de ceder aos desejos das crianças e adolescentes por um celular próprio. &nbsp &nbsp 1. Idade x maturidade &nbsp Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que a posse de um celular próprio deve levar em conta não tanto a idade da criança, mas seu grau de maturidade em acessar o mundo que se abre com o smartphone. &nbsp Para avaliar esse estágio de maturidade, a ONG americana Connect Safely sugere que os pais se perguntem: &nbsp – A criança entende os custos do celular e de seu uso e se mostra comprometida em cumprir com limites pré-estabelecidos de uso? Ela consegue tomar conta do aparelho (ou tem grande chance de ele acabar quebrado)? Ela já é capaz de gerenciar o próprio tempo, sendo capaz, por exemplo, de parar de trocar mensagens com amigos quando for hora da lição de casa? Ela se compromete a atender mensagens e telefonemas dos pais quando combinado? Ela já tem capacidade de entender os limites em se compartilhar informações privadas, como localização em tempo real, e já tem noções éticas sobre como se comportar em ambientes virtuais? &nbsp E, é claro, existem as demandas de cada família. &nbsp “Alguns pais querem que seus filhos tenham um telefone, para poder contatá-los a qualquer hora. Outros preferem esperar até que sejam adolescentes”, diz a cartilha da Connect Safely. “Para os pequenos, você pode avaliar a ideia de comprar um telefone com menos funcionalidades do que o smartphone. Embora eles permitam a troca de mensagens, servem principalmente para apenas telefonar — as crianças não conseguirão baixar apps de terceiros, alguns não têm câmeras e são mais baratos.” &nbsp Dito isso, é bom lembrar que antes dos 7 ou 8 anos as crianças ainda têm muita dificuldade em entender que o celular é mais do que um brinquedo e a ter autocontrole sobre o tempo ligado na tela, afirma a pediatra Evelyn Eisenstein, professora-associada da UERJ e que ajudou a elaborar o Manual Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital, da Sociedade Brasileira de Pediatria. &nbsp     2. Combinar limites de tempo &nbsp Mesmo com crianças que já demonstrem sinais de maturidade, é importante fazer combinados prévios e monitorar o tempo de tela, principalmente com as crianças menores. &nbsp Recomendações médicas internacionais sugerem que, até os dois anos, o tempo das crianças diante das telas deve ser zero, por causa dos excessos de estímulos visuais, auditivos e da importância (ainda maior nessa etapa) de atividades concretas. &nbsp À medida que as crianças crescem, pode-se começar a dosar as horas de uso. Mas os especialistas consultados pela BBC News Brasil afirmam que esse tempo total de tela não deve ultrapassar as duas horas por dia. E recomenda-se que não sejam duas horas seguidas, mas sim intercaladas com outras atividades. &nbsp “Isso porque alguns apps e jogos são feitos justamente para estimular esse uso constante, e até mesmo adultos têm dificuldade em dosar o tempo que ficam na tela”, diz Rodrigo Nejm, da ONG Safernet. “Precisamos aprender a controlar o próprio uso das telas e a nos desconectar.” &nbsp É bom, também, combinar de antemão que nem todo o tempo livre deve ser passado diante do celular, e que há momentos, como as refeições, em que devemos nos desconectar. “Se todo o tempo livre está no digital, significa que ele não estará na leitura ou mesmo no ócio, que é algo importante para crianças”, afirma Nejm. &nbsp E no fim de semana, dá para deixar as crianças ficarem mais tempo plugadas? Em teoria sim, diz Eisenstein, mas tão importante quanto controlar o tempo é garantir que não haja prejuízo nas atividades cotidianas – ou seja, que o celular não atrapalhe o tempo de sono (a recomendação para crianças é de pelo menos 9 horas de descanso), de atividades físicas, de estudos e de momentos em família e na natureza. &nbsp Se essa dosagem começar cedo, é maior a chance de que as crianças alcancem a adolescência “sabendo fazer um uso qualificado no celular e com bons modos digitais para a vida”, opina Rodrigo Nejm. “Esse adolescente terá mais capacidade de equilibrar liberdade com responsabilidade e de assumir combinados.” &nbsp &nbsp 3. Monitorar o tipo de uso &nbsp Os especialistas recomendam um esforço dos pais para acompanhar de

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[:pt]7 Coisas que você deve falar com seu filho(a) sobre a internet[:]

[:pt]Pessoas que cresceram em décadas anteriores à expansão dos gadgets e da internet tendem a estranhar a forma como a infância de hoje é rodeada de equipamentos tecnológicos e vida online. Todo mundo já ouviu a conversa que se inicia com “no meu tempo era diferente”. Brincadeiras na rua, soltar pipa, soltar pião etc. &nbsp No entanto, a realidade da vida com a internet não impede que as crianças criem relações positivas e criativas com o mundo conectado. Na verdade, não é difícil relembrar que mesmo as brincadeiras ao ar livre não são isentas de riscos, especialmente se as crianças forem para a rua sem a devida atenção dos adultos. &nbsp O segredo não é proibir ou simplesmente criticar a forma como as crianças de hoje crescem. Além disso, negar aos pequenos o uso da tecnologia implicará em efeitos negativos, como a sensação de isolamento por ter um tratamento diferente das outras crianças integradas ao mundo tecnológico. &nbsp A ideia é que os pais participem ativamente da vida online de seus filhos. &nbsp Aqui na codeBuddy nós gostamos de bater nessa tecla, pois acreditamos que a tecnologia pode integrar as famílias, ao invés de ser vista apenas como um risco. &nbsp Para incentivar esse diálogo, separamos 7 coisas que você pode falar com seu filho(a) sobre internet. Vamos lá? &nbsp   1 — A internet pode ser muito mais do que redes sociais &nbsp O problema principal não é exatamente acessar a internet, mas o uso que fazemos dela. E isso vale para crianças e adultos. Os pais que estiverem conscientes do uso que têm feito da internet — questionando costumes como ficar horas descendo a barra de rolagem do Facebook — terão mais material para conversar com os filhos sobre o tema. &nbsp A internet foi criada muito antes do desenvolvimento das redes sociais. Existem fóruns, enciclopédias, sites educativos, aulas, bancos de dados com obras de arte e filmes raros em domínio público. &nbsp Além disso, a internet é uma forma de comunicação muito rica, que pode permitir interações variadas. Você não precisa ficar sentando, com a postura errada, para utilizar a internet. Que tal praticar yoga com vídeos no YouTube? &nbsp A questão é mostrar para os filhos que existem opções para incentivar que saiam do lugar confortável do fenômeno das redes sociais. &nbsp &nbsp 2 — Os riscos do anonimato &nbsp É claro que, ainda assim, as redes sociais são um grande ponto de acesso para o mundo contemporâneo. Hoje em dia, uma pessoa que não possui contas em redes sociais é uma raridade. &nbsp As crianças querem fazer parte desse mundo. É por isso que ao descobrir a idade correta para permitir que seus filhos entrem nas redes sociais, é preciso sentar e ter uma conversa importante sobre os riscos inerentes à vida online. &nbsp A anonimidade que a internet permite é muito importante para várias pessoas que desejam se expressar, até mesmo em países onde ditaduras bloqueiam suas liberdades. No entanto, é também a forma como predadores, bullies e criminosos usam para agirem ilesos. &nbsp Aqui vale o mesmo de quando for alertar seu filho(a) sobre o risco de falar com estranhos e aceitar coisas na rua. É importante estar alerta e informar de maneira clara que existem riscos, e monitorar as conversas e ações da criança nas redes. &nbsp A criança deve saber reconhecer o risco de um perfil sem foto, de pessoas desconhecidas pedindo amizade e de mensagens suspeitas. &nbsp &nbsp 3 — A importância de reconhecer os limites entre público e privado &nbsp Essa conversa também tem a ver com o uso das redes sociais. Como estamos em casa, utilizando um celular ou computador, a ideia de que estamos nos expondo ao postar algo pode parecer muito abstrata. &nbsp Para as crianças, aprender esse limite é muito importante. Converse com ela a respeito da necessidade de não falar sobre tudo e se expor na internet. Faça ela imaginar que postar uma foto ou mensagem publicamente é o mesmo que chegar em público, na frente de centenas de pessoas, e dizer algo íntimo ou pessoal. &nbsp Além disso, é recomendável que os perfis de crianças em redes como o Instagram sejam privados, para filtrar o acesso para pessoas conhecidas. Essas simples atitudes podem evitar o contato de predadores online. &nbsp &nbsp 4 — Falar sobre efeitos na saúde &nbsp O uso excessivo de gadgets pode ter efeitos diretos na saúde. Estudos indicam que utilizar o celular antes de dormir pode afetar a qualidade do sono, provocado pelo efeito da iluminação de tom azul que liga nossos olhos à tela. &nbsp Além disso, uma pessoa que passa muito tempo sentada na frente do computador, jogando ou vendo vídeos, pode desenvolver problemas de postura e na coluna. &nbsp As crianças não se atentam muito para a saúde como os adultos, mas existem maneiras de falar sobre o tema sem ser “chato” ou até agir indiretamente, como convidar a criança para um rápido alongamento depois de algumas horas em frente ao computador. &nbsp &nbsp 5 — Explicar por que existem limites de tempo no uso da internet &nbsp É natural que os pais queiram controlar o tempo que seus filhos(as) acessam a internet. Porém, não simplesmente proíba ou crie limites sem demonstrar as razões por trás disso. &nbsp Internet em excesso pode viciar e gerar sedentarismo. Procure demonstrar que a limitação não é um mero capricho, mas uma forma de expandir a visão da criança sobre as atividades que ela pode fazer durante o dia. &nbsp &nbsp 6 — Conversar a respeito das práticas favoritas de seu filho(a) &nbsp Os pais podem virar os “chatos” que só conversam para limitar ou vigiar os filhos. Para evitar isso, crie uma relação de proximidade com as atividades favoritas da criança. Pode ser difícil se interessar por youtubers adolescentes ou por jogos infantis, mas faça um esforço. A criança sabe reconhecer o interesse dos pais por suas coisas. &nbsp Além disso, esse feedback é essencial para você detectar

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[:pt]O que é a geração alfa, a 1ª a ser 100% digital[:]

[:pt]Se você pensa que ninguém seria capaz de superar os millennials e a geração Z em conhecimentos sobre tecnologia, está equivocado. Chegou a hora de dar boas-vindas à geração alfa, a primeira que é 100% nativa digital. &nbsp Fazer recortes geracionais não é uma ciência exata. No entanto, segundo o instituto de pesquisa americano Pew Research Center, analisar as gerações oferece “uma forma de entender como acontecimentos globais, econômicos e sociais interagem entre si para definir a forma como vemos o mundo”. &nbsp E está claro como a próxima geração vê o mundo: através de uma tela. &nbsp “Antes, as gerações eram definidas a partir de acontecimentos históricos ou sociais importantes. Hoje, são delimitadas pelo uso de determinada tecnologia”, explica o psicólogo Roberto Balaguer, professor da Universidade Católica do Uruguai e autor de diversos livros sobre educação e tecnologia. &nbsp Desta forma, diz Joe Nellis, professor da escola de negócios Cranfield, no Reino Unido, a geração alfa é formada pelas “crianças nascidas desde 2010, o ano em que a Apple lançou o iPad”. &nbsp &nbsp Como são definidas as gerações &nbsp Depois dos chamados baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964, veio a geração X, nascida entre 1965 e 1979. Estas pessoas cresceram ouvindo falar de aparelhos eletrônicos, mas a tecnologia ainda era algo distante de seu cotidiano. &nbsp Foi a vez então da geração Y, formada pelos chamados millennials, nascidos entre 1980 e 1996 e caracterizados por um maior uso e familiaridade com meios de comunicação e tecnologias digitais. &nbsp Finalmente, veio a geração Z, integrada por pessoas nascidas entre 1997 e 2010 e que usam a internet desde muito jovens e, portanto, se sentem muito confortáveis com a tecnologia e o mundo digital. &nbsp Mas nenhuma geração até agora se compara à geração alfa – formada pelos filhos dos millennials – neste aspecto. Ela será a primeira geração para qual muitos aspectos do mundo analógico parecem bem distantes de sua realidade. &nbsp Nellis explica que, enquanto as outras gerações ainda aprendem a se adaptar ao mundo digital, as crianças alfa representam a “primeira geração digital”. &nbsp &nbsp Quem são os filhos dos ‘millennials’ &nbsp Especialistas estimam que, a cada semana, nascem mais de 2,5 milhões de alfas no mundo. Isso significa que, em 2025, quando nascerão os últimos integrantes dessa geração, este grupo poderá ser de mais de 2 bilhões de pessoas. &nbsp “A grande maioria nascerá em países emergentes e em desenvolvimento, e é provável que tenham melhores perspectivas que seus pais e avós à medida que os níveis de vida melhorem nos próximos anos”, diz Nellis. &nbsp O mundo ao redor dos alfas, começando por seus pais, está constantemente conectado a celulares e à internet. A tecnologia é uma extensão de sua forma de conhecer o mundo. &nbsp “Os alfas são criados em famílias em que os papéis parentais tradicionais estão mais distribuídos do que décadas atrás. As tarefas são compartilhadas como nunca antes, e há um cuidado com o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal como em nenhuma geração anterior”, diz Balaguer. &nbsp &nbsp O futuro que lhes espera &nbsp Balaguer não enxerga exatamente desta forma. “Será uma geração que receberá mais cuidados do que as anteriores, terá uma presença paterna maior, mas a tecnologia será onipresente em suas vidas e de seus pais, o que, claramente, será um fator limitante na disponibilidade emocional e na qualidade do cuidado parentais.” &nbsp O psicólogo acrescenta que serão crianças que terão menos interações pessoais por meio de histórias narrativas e menor intercâmbio de linguagem, o que provocará mais problemas de intercomunicação oral do que há uma década, assim como maior incidência de transtornos oftalmológicos e de déficit de atenção, causados pelo longo tempo dispendido em frente à tela de um monitor. &nbsp E, se sua característica principal é seu domínio do mundo digital, eles enfrentarão problemas ao ter de lidar com uma situação analógica? &nbsp “O mundo analógico está cada vez menos presente em nossas vidas. Apesar de os pais quererem ‘mais lama e menos tela’ para seus filhos, ao mesmo tempo passam muitas horas do dia com seus smartphones e modelam seus filhos a partir dos exemplos que dão”, diz Balaguer. &nbsp “Hoje, a geração alfa tem muitos diálogos por grupos de WhatsApp, mas tem mais acidentes domésticos que a geração anterior, por isso muitos falam de uma geração de pais distraídos, olhando mais para suas telas do que para seus bebês ou monitorando seus bebês através de telas.” &nbsp Para Nellis, o meio ambiente será uma grande preocupação para esta nova geração, mas sua incompetência analógica importará bem pouco. “Não acho que haverá problema algum, porque as situações analógicas serão uma minoria.” &nbsp &nbsp &nbsp Por BBC News Mundo[:]

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[:pt]COMPARTILHAR X EDUCAR[:]

[:pt]  Recebemos com muita tristeza, no fim de semana dos dias 6 e 7 de abril, a notícia de uma mais vítima do desafio do desodorante. Anunciado pelo jornal da TV Record, a notícia vinha com um minivídeo de adolescentes praticando o desafio em grupo. Esse vídeo segue agora sendo disseminado via WhatsApp, com uma nota de alerta que não contém nenhum material educativo. Precisamos ter uma consciência do que podemos fazer para realmente educar e alertar famílias em relação a práticas de risco disseminadas via internet. Alguns cuidados pertinentes:   1- Disseminar vídeos sem conteúdo educativo gera pânico e mais disseminação, não havendo então nenhum efeito de interrupção da prática; pelo contrário, esses vídeos chegam também aos adolescentes, que curiosamente podem tentar o desafio.   2- Repassar imagens de crianças e adolescentes fere a vida social e familiar dessas crianças, além de ter um impacto emocional incalculável. Trata-se de uma exposição de menor. Precisamos lembrar que é uma criança, que pertence á uma família e que uma vez sendo disseminada a imagem, não poderá mais ser retirada da rede. Isso pode ocasionar sérias problemáticas sócio-emocionais para a criança e sua família.   3- Pela lei, adultos podem ser responsabilizados por exposição, além de por crianças em situação de vulnerabilidade: “O Artigo 5º, X da Constituição Federal é uma regra de preservação da imagem que visa resguardar a honra e a imagem da pessoa. Nesse sentido, a Lei 8.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente trouxe proteção integral à criança e ao adolescente de tal forma que, não só sua integridade física fique a salvo, mas também sua imagem e identidade, direitos estes personalíssimos, considerados fundamentais e arrolados em forma de cláusula pétrea na Constituição Federal de 1988.” Alessandra Borelli – Nethics Educação Digital   4- Para um real combate às práticas de risco disseminadas pela internet faz-se necessário prudência e reflexão ao repassar conteúdo, dando preferência a notas escritas com material educativo. O Instituto DimiCuida disponibiliza uma cartilha informativa através do link abaixo, para download e distribuição física e digital: http://www.institutodimicuida.org.br/biblioteca/  [:]

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[:pt]’Deficit de natureza’ provoca problemas físicos e mentais em crianças, alerta especialista[:]

[:pt] Saem as brincadeiras no quintal, entram os apartamentos. Saem as praças e parques, entram os prédios. Saem os jogos na rua, entram os tablets e videogames. Basta um olhar rápido para perceber que nas grandes e médias cidades o contato das crianças com a natureza, em geral, vem diminuindo. E para o americano Richard Louv, autor do livro A Última Criança na Natureza, essa constatação nada tem a ver com um saudosismo barato. Mas, sim, com os impactos negativos causados pelo o que ele chama de Transtorno de Deficit de Natureza.   Em visita a São Paulo para o lançamento de seu livro, Louv contou à BBC Brasil que ele começou a se interessar pelo tema no início dos anos 90, quando fazia pesquisas para seu livro Childhood’s Future (“O Futuro da Infância”, em tradução livre). “Entrevistei mais de 3 mil pais e professores. Queria saber deles sobre como o cenário da infância estava mudando. E uma constante nos depoimentos foram pais reclamando de que não conseguiam tirar seus filhos de casa. Mesmo se morassem perto de áreas verdes “, disse. “Na época, não haviam estudos sobre a aflição desses pais. Somente há menos de 10 anos surgiram as primeiras pesquisas sobre isso – e todas apontam para a mesma direção: a falta de contato das crianças com a natureza causa problemas físicos, como a obesidade, e mentais, como depressão, hiperatividade e deficit de atenção.”   Louv, no entanto, vai além do cenário triste que pinta para as crianças dos dias atuais: ele também aponta medidas simples que pais, educadores, médicos e o poder público podem adotar para evitar o “deficit de natureza” até mesmo em grandes metrópoles. Confira os principais trechos da conversa:   BBC Brasil – Ainda há esperança para as crianças que vivem em cidades como São Paulo ou outras do estilo “selva de pedra”? Richard Louv – (Risos). Sim, é claro que há esperança! Vi experiências muito interessantes em cidades na China e também em Atlanta, Chicago e em outras metrópoles americanas que podem ser comparadas com as brasileiras. São escolas e associações que estão usando hortinhas, caminhadas em bosques e outras soluções simples para combater uma série de novos problemas que atingem muitas das crianças de hoje, por estarem tão afastadas da natureza.   BBC Brasil – Quais exatamente são esses novos problemas? São físicos ou mentais? Richard – Os dois. Na parte física temos, por exemplo, a obesidade infantil, que hoje é epidemia em vários países mundo afora, inclusive, até onde eu sei, no Brasil. (47% das crianças brasileiras têm excesso de peso ou são obesas). As crianças hoje passam menos horas ao ar livre e, consequentemente, mais tempo confinadas em casa, vendo TV ou jogando videogame. Essa é uma das grandes causas da obesidade infantil. Meninos e meninas que ficam na frente de telinhas são menos ativos do que os que correm no parque, sobem em árvores…   BBC Brasil – E os transtornos psicológicos? Richard – São muitos e são novos. Porque até a poucos anos atrás, era raro os pediatras atenderem crianças bem novas com sintomas de depressão. Também posso citar transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH), além de problemas cognitivos.   BBC Brasil – Como a natureza pode amenizar esses problemas? Richard – Hoje, há muitos estudos mostrando que o contato com a natureza – ainda que pequeno e por pouco tempo – pode reduzir os sintomas desses distúrbios. Uma pesquisa de um grupo na Universidade de Chicago que estuda distúrbios de atenção entre crianças comprovou que meninos e meninas de 5 anos tiveram uma melhora significativa com caminhadas curtas em parques. Pesquisadores da Universidade de Essex também mostraram impactos psicológicos mensuráveis em adultos depois de apenas cinco minutos andando entre árvores. Porque adultos, obviamente, também se beneficiam do contato com a natureza.   BBC Brasil – Você acha que conviver com a natureza é mais eficiente do que receitar remédios? Richard – Veja, não estou dizendo que remédios como a Ritalina (usado para o tratamento de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, por exemplo) são ruins. Eles podem ser muito úteis para alguns casos. Mas quando há escolas nos EUA em que 30% dos meninos tomam Ritalina, sabemos que algo não está certo. E os pediatras sabem disso. (O Brasil é o segundo maior consumidor do medicamento no mundo, com cerca de 2 milhões de caixas vendidas em 2010 – um aumento de 775% na última década, segundo a Anvisa.)   BBC Brasil – Sabem mesmo? Richard – Acredito que muitos estão passando a se dar conta disso. E vejo cada vez mais profissionais começando a prescrever “brincar no parque”. Prescrever mesmo, por escrito. Em algumas partes dos EUA, por exemplo, associações de médicos começaram a usar dados com mapeamento das áreas verdes de suas cidades. Assim, dizem para os pais “tem um bosque a duas quadras da sua casa, portanto não há desculpas para não levar seu filho lá duas vezes por semana.”   BBC Brasil – E o que exatamente acontece com essas crianças que são taxadas, corretamente ou não, de hiperativas quando elas passam mais tempo em áreas verdes? Richard – Essa mudança costuma ser visível e rápida. Vou dar um bom exemplo. Recebo muitos comentários de professores que passaram a incluir mais passeios ao ar livre em suas turmas. E, juro, perdi a conta de quantos professores me falaram exatamente a mesma coisa, com praticamente as mesmas palavras: “Richard, é impressionante. Meu aluno que é encrenqueiro na classe se transforma no líder quando estamos no parque”. E o que estamos fazendo com essas crianças? Dando Ritalina.   BBC Brasil – Isso também mostra como o papel da escola é importante, não? Richard – Com certeza. Eu diria inclusive que, em grandes cidades, as escolas devem liderar o caminho de resgate do convívio das crianças com a natureza, já que as áreas verdes são poucas e a vida dos pais é corrida. E há estudos mostrando que uma educação baseada no

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[:pt]Sentença em ação promovida pelo Instituto Dimicuida obriga Youtube a tirar vídeos perigosos do ar[:]

[:pt]  Em abril de 2018, o Instituto DimiCuida, com o apoio do escritório Opice Blum, acionou judicialmente o Google Brasil para retirar do ar conteúdos que divulgavam as brincadeiras perigosas na internet, discutindo, ainda, a política de remuneração do Youtube e seus impactos na divulgação desse tipo de material.   A ação argumentava que vídeos com os desafios do desodorante, da camisinha, de automutilação em geral, etc, presente em canais como La Fênix, Emerson Zoio e Rezendeevil, violavam não apenas direitos fundamentais de crianças e adolescentes, mas as próprias regras do YouTube, que restringem conteúdo prejudicial ou perigoso, estabelecendo a partir disso critérios para a monetização de determinados canais.   Atendendo ao pedido, a juíza do caso determinou a remoção provisória dos vídeos indicados, confirmando a decisão em sentença para excluir definitivamente o conteúdo, ampliando os seus efeitos após recurso do Instituto, para estabelecer o monitoramento prévio, pelo Google, de postagens no YouTube que faça jus a monetização.   Com essa ação, o DimiCuida avança no trabalho relacionado a prevenção de acidentes com as brincadeiras perigosas, discutindo, ainda, os limites da internet e da monetização através de seu conteúdo.  [:]

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